Caritas Moçambicana
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para   soccorer e   coordenar

         
   
 
 

Em junho de 1977 foi autorizada a abertura de um escritório em Moçambique, da Caritas Internationalis para apoio aos refugiados do Zimbabwe. Na posse desta autorização, a Conferência Episcopal dos Bispos Católicos de Moçambique (CEM) criou a Caritas Moçambicana. No mesmo ano de 1977 a Caritas iniciou o seu trabalho em todo o país.

Posteriormente e de maneira oficial, o então Presidente Samora Machel, num encontro com a Conferência dos Bispos Católicos de Moçambique (C.E.M.), solicitou que o trabalho que a Caritas vinha realizando para resolver as necessidades dos refugiados do Zimbabwe, servisse também para aliviar a dor e o sofrimento do povo moçambicano, que nessa altura era vítima de períodos de seca (no sul), e cheias (no centro). A partir desse momento a Caritas Moçambicana, para além de ser um órgão da Igreja para promoção e coordenação da Pastoral Social, transformou-se também em interlocutor junto do Governo na realização de programas sociais e de apoio à população afectada pelas calamidades naturais.

  A Caritas Moçambicana e a Emergência
 

A Caritas Moçambicana, que nasce como uma instituição de beneficência da Igreja Católica para promoção e exercício de acções socio-caritativas, desenvolveu desde a sua criação uma forte acção de assistência às populações afectadas.

Com o recrudescimento da Guerra Civil, que rapidamente se alastrou a todas a as províncias semeando a destruição e a morte, a Caritas Moçambicana teve de se organizar para poder levar o socorro às vitimas da guerra (deslocados, mutilados, órfãos, viuvas, crianças desnutridas, etc. ...). O envolvimento da Caritas no socorro às vítimas da guerra e dos desastres naturais foi de tal maneira completo, que ela própria estruturou-se, ao nível nacional e diocesano, para poder cumprir esta tarefa, por isso, foi conotada como uma organização de “assistência”.

  Caritas Moçambicana e a Reconciliação Nacional
 
Durante os anos da guerra civil, a Caritas Moçambicana inicia junto com a Comissão de Justiça e Paz um programa que tinha como objectivo apoiar os esforços da C.E.M. na instauração dum clima favorável ao diálogo entre os beligerantes. Este programa, tomou novas formas e objectivos, uma vez iniciadas as conversações entre o governo e a guerrilha em Roma. Este programa recebeu o nome da RECONCILIAÇÃO.